Continuando a saga. Vamos para a linha ofensiva, aqui a franquia do New York Giants precisa urgentemente de um Center e Guard. Os tackles vão fazer separado, devido a nossa necessidade ser maior para a posição.

Começarei pelos Centers.

1. Tyler Biadasz (193 cm e 142 kg), Wisconsin

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Photo by Jeff Hanisch-USA TODAY Sports

Definitivamente o center com mais experiência na posição. Caiu nos mocks porque não participou dos drills no combine em virtude de uma operação feita no ombro direito. Porém, segundo próprio, em entrevista no combine, espera-se uma recuperação completa sem quaisquer limitações. Vale ressaltar que ele já teve uma lesão no quadril também, isso preocupa um pouco, não pela gravidade da lesão em si, mas pelo histórico. O jogador não tem o tamanho (altura) ideal para a posição, por isso, ele precisa de melhorar sua técnica para compensar.

Entretanto, eu ainda acho que é o jogador mais preparado na posição porque o QI de football dele é vasto, um verdadeiro líder, tem mobilidade tanto para o jogo corrido quanto para os passes, sabe ser fluído nas transições de marcações com a unidade de linha ofensiva, identifica com facilidade as blitz e pass rushers, comandando perfeitamente o bloqueio em conjunto, procurem quaisquer jogos dele em 2018, de longe a melhor temporada do jogador.

2. Cesar Ruiz (190 cm e 139 kg), Michigan

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Photo by Jamie Sabau/Getty Images

Sabe um cara que decolou nos rankings igual um foguete? Conheça então. Cesar Ruiz já é o primeiro no ranking, entre os centers, em diversos “boards” e não é para menos. O cara é um monstro atlético e tem uma técnica limpa, sabe trabalhar muito bem os pés e as mãos combinando com uma enorme velocidade. Tem as mãos do tamanho certo para a NFL e tem uma mobilidade lateral muito grande.

Ele está em segundo aqui porque QI Football é algo difícil de ensinar, não impossível. Tyler Biadasz sabe comandar a linha ofensiva inteira, sabe identificar as situações e técnicas dos defensores, diferente de Ruiz, em diversos jogos, mesmo após identificado ou não a tentativa de pass rusher ou blitz da defesa sobre a linha ofensiva, houveram problemas. Nos demais aspectos eles são bem parecidos, mas Ruiz tem um histórico muito mais saudável. Por fim, o que deixou os olheiros mais loucos ainda foi que na pesagem chegaram a conclusão que o jogador ainda pode perder alguns kilos e ficar ainda mais rápido.

3. Matt Hennessy (193 cm e 139 kg), Temple

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Photo by JOSE F. MORENO / STAFF PHOTOGRAPHER

Melhor jogo de pés da classe, sabe se sustentar e construir base para fazer bons bloqueios. A técnica dele é muito grande, inclusive, melhor que o anterior, Ruiz, não conheço muito bem o esquema de Temple para falar com especialidade mas creio que Temple limitou sua linha ofensiva aos bloqueios de pocket, você não consegue ver com facilidade jogadas de linha ofensiva saindo para o bloqueio, ou ainda ele coordenado técnicas de linha ofensiva como aplicar o “X” na marcação, onde os jogadores de linha ofensiva trocam de marcadores, mas nada grave, certamente pode ser ensinado para ele. Por fim, por não ter um atletismo enorme, compensou em técnicas, logo, na NFL certamente terá que dar uma desenvolvida na sua força.

4. Lloyd Cushenberry (190 cm e 141 kg), LSU

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Photo by Kim Klement, Kim Klement-USA TODAY Sports

Antes de falar exclusivamente do jogador, é importante destacar que este jogador foi o primeiro de linha ofensiva a receber a camisa nº 18 da LSU Tiger. O que isso quer dizer? Lá se tem uma tradição de dar a camisa nº 18 ao jogador que mostra um caráter excepcional em campo e fora dele, bem como defende e veste a camisa da LSU de forma única. Apenas isso já fala muito sobre o caráter do jogador.

Cushenberry tem uma envergadura muito boa, os braços são longos e costas largas, é um tipo de característica cobiçada na NFL, o que facilitou muito seu jogo, principalmente, em jogadas que a linha ofensiva deve carregar o defensor adversário o máximo possível para o jogo corrido passar. Tem uma boa visão tática e sabe aplicar técnicas de linha ofensiva.

Possui um ótimo jogo de mãos, não tão bom nos pés, o que dificulta a movimentação lateral. Sua mecânica nos pés, em pocket, tem um pequeno vício que acaba concedendo algumas jardas, porém, todos os relatórios apontam que isso não é uma “red flag”, depois que ele aprender a distribuir o peso nos pés, com certeza seu jogo melhora.

5. Nick Harris (185 cm e 136 kg), Washington

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Photo by AP Photo/Elaine Thompson

Aqui é um pouco ao contrário dos demais que são mais técnicos, aqui é atletismo puro mesmo, ele compensa até mesmo a falta de tamanho com força bruta. Excelente no jogo corrido e regular no jogo de passe. Já iniciou como guard também, o que permite maior experiência para a NFL. Sabe identificar os ataques dos defensores adversários, porém, os relatórios apontam que ele tem uma dificuldade contra defensores mais velozes, muitos vezes atacam com um bloqueio, nesta situação ele teria que largar o adversário imediato e tentar parar o que está correndo naquele buraco aberto na linha ofensiva. Outra situação, é por gostar do contato, alguns relatórios apontam que na NFL será bem mais difícil segurar sozinho um Nose Tackle que marca em posição ZERO, onde ele avança imediatamente contra o center porque tem braços um pouco curto.

Fechou o cinco melhores, vamos apara as apotas, a turma é relativamente boa, estou confiante em acharmos um bom center no terceiro round ou, se o Giants dar sorte, no quarto round.

Nomes como Jake Hanson (Oregon) e Darryl Williams (Mississippi State) estão logo depois destes. Como é aposta, vou um pouquinho além, KEITH ISMAEL – San Diego State, 190 cm e 140 Kg, um senhor físico para a posição e altura boa. Além disso, agilidade lateral enorme, no combine, quando estava no drill de Tewnty Yard Shuttle, fez o quinto melhor tempo entre os jogadores de linha ofensiva (mesmo contra OT’s).

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Photo by SDSU Athletics Football

Além disso, tem experiência como guard e center, mas claramente seu melhor fit é como center. Mostra melhor conforto em situações de corrida, tem ótimo trabalho com os pés até mesmo para parar um defensor rápido de nfl. Precisa melhorar o jogo de mãos, seu QI de football para a NFL, fez uma cirurgia no ombro direito em 2019, porém, no combine mostrou que está totalmente recuperado. Tem uma mecânica um pouco viciada nos bloqueios em pocket, porém, pode ser trabalhado.

Infelizmente, o Giants precisa de um center jogável imediatamente, não é o caso de Keith Ismael, porém, caso não sombre nenhum, eis um jogador que certamente nossa comissão técnica poderá trabalhar.

Partimos para o próximo, guards.

Esse aqui também foi muito difícil de elaborar. Os caras tão bastante equilibrados. Alguns detalhes podem definir uma habilidade especifica para valorizar um determinado jogador mais que o outro. Aqui, vou usar bloqueio em corridas, bloqueia em passeios, jogos de mãos e pés, trabalho no pocket e trabalho de alavancagem (que nada mais é que arrastar o adversário por alguma direção).

1. Jonah Jackson (190 cm e 138 kg), Ohio State

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Photo by AP Photo/Jay LaPrete

Melhor técnica com as mãos dos cinco, sabe trabalhar bem no pocket e bloqueia muito bem nas corridas. Curiosamente, os relatórios dos olheiros tem apontado que ele precisará melhorar o físico (na força mesmo) porque em muitos jogos ele perdia para defensores que fazia alavancagem nele, principalmente, defensores mais fortes .

2. Robert Hunt (195 cm e 146 kg), La-Lafayette

COLLEGE FOOTBALL: SEP 16 Louisiana at Texas A&M
Photo by Daniel Dunn/Icon Sportswire via Getty Images

Melhor combinação de força e agilidade. Excelente bloqueador de corrida, sabe fazer alavancagem, trabalha muito bem os pés. Sabe jogar no pocket. A falha dele é o trabalho com as mãos, chegam atrasadas, certamente precisará trabalhar a sua técnica nisso.

Apesar de ter participado como tackle direito, a grande maioria dos olheiros definiram seu físico como perfeito para guard, inclusive, os times que o entrevistaram questionaram se a mudança o agradaria. Ele foi convidado para o combine, porém, participou apenas das entrevistas em virtude de uma hérnia nas costas. Ele também havia sido convidado para o Senior Bowl, porém, não participou devido a lesão.

3. Netane Muti (190 cm e 142 kg), Fresno State

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Photo by Courtesy Fresno State Athletics

No combine, Muti participou apenas no aparelho de supino e as entrevistas em virtude do rompimento de aquiles. Jogou apenas três jogos em 2019 e recebeu a liberação dos médicos e participou do pro day de sua universidade.

Muti tem uma movimentação lateral excelente. Sabe fazer alavancagem como ninguém, caiu apenas devido a lesão. Muito ágil com os pés e sabe jogar no pocket. Entretanto, precisa trabalhar melhor a técnica com as mãos. Alguns relatórios de olheiros apontaram um pequeno vício na técnica quando está em posição de linha ofensiva, aquela com uma das mãos no chão, alertaram que o jogador coloca os pés muito atrás do quadril, isso ficaria muito suscetível a defensores rushers na NFL que são mais rápidos.

4. Solomon Kindley (193 cm e 152 kg), Georgia

Photo by AP Photo/Butch Dill

Talvez o mais forte da classe, sabe usar bem as mãos e utilizar alavancagem. Não é tão ágil com os pés e precisará melhorar o físico (não ficar mais forte e sim mais rápido nos movimentos laterais). Devido ao físico de 152 kg ele tem um ótimo centro de gravidade e joga bem no pocket, apesar de não ser tão rápido. Muito bom no jogo corrido e razoável no passe, porém, sua técnica antes do snap precisa melhorar, ele tem o vício na mecânica de fazer o primeiro contato com o capacete e não com as mãos.

No combine, deu algumas entrevistas mas não participou dos testes físicos em virtude de uma lesão no tornozelo.

5. Shane Lemieux (193 cm e 140 kg), Oregon

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Photo by AP Photo and Rick Scuteri

Muito técnico no pocket, é um jogador físico e muito técnico, muito bom no jogo de passe. Se ganhar mais força e treinar sua técnica no jogo de corrida, poderá ser um ótimo guard na NFL. Sua alavancagem é mais técnica do que com força, se ele conseguir combinar os dois no futuro se torne um bom jogador mas certamente terá que ganhar alguns kilos e treinar a força para tanto.

Outros bons nomes são Damien Lewis (LSU), Ben Bredeson (Michigan) e John Simpson (Clemson). Minha aposta é para o Logan Stenberg (198 cm e 137 kg) de Kentucky.

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Photo by Jason Marcum – Sea of Blue

Esse cara sabe dominar qualquer defensor, é impressionante o trabalho de mãos dele, deve ser enjoado tentar escapar dele. Ele tem um impulso inicial excelente que o permite alavancar qualquer defensor, sabe jogar no pocket, tem boa força, isso tudo aí para qualquer jogador de linha ofensiva é difícil de ensinar. O que é mais fácil de ensinar são posições e técnicas que podem ajudar a ele melhorar sua técnica de saída, um bom jogador de linha ofensiva jamais deve enfrentar o defensor completamente em pé e sim um pouco flexionado para permitir que arraste ou bloqueie o adversário, infelizmente, Stenberg é visto em várias tapes completamente em pé e abusando de faltas pela falta de flexibilidade para se posicionar melhor, parece até meio perdido após o primeiro contato pré snap, isso é relativamente mais fácil de ensinar.

É isso galera. Comentem aí se vocês gostam de um que não está aí.